A tecnologia blockchain e a necessidade de um sistema de identificação único, digital, descentralizado e universal
Por e

Nos primeiros dias de existência, nossa chegada ao mundo é registrada em um cartório de Registro Civil que, em nome do Estado, emite uma certidão de nascimento, nossa primeira identidade junto à sociedade.
A partir daí, os principais fatos de nossa vida civil (casamento, óbito, dentre outros) também são registrados em cartório, e complementados por outros documentos como RG e CPF, sãoemitidos com a função de identificar uma mesma pessoa perante diversos fatos jurídicos (matrícula em instituições de ensino, atendimento em postos de saúde, abertura de conta bancária, por exemplo).
E caso haja a necessidade ou interesse em dirigir veículos, precisaremos obter a Carteira Nacional de Habilitação — CNH, documento destinado a certificar nossa aptidão para condução de veículos.
Nossa “coleção” de documentos, contudo, não se esgotará aí, se desejarmos conhecer outros países, eis que nessa hipótese, necessária a emissão de uma identidade válida no exterior — o Passaporte[1].
Aqui, importante destacar também o grande volume de “investimentos” aportados pelas empresas, anualmente, em mecanismos para identificação de clientes e parceiros, sobretudo as instituições financeiras, dadas as regras de compliance[2]e os múltiplos documentos e certidões, emitidos por órgãos diversos, para identificação de uma mesma pessoa.

Deste quadro, extrai-se a urgente necessidade de se substituir este modelo tradicional e analógico de identificação (ineficaz, burocrático e sistemicamente deficiente) por um sistema de identidade único, digital e universal, mais condizente com os avanços tecnológicos e a velocidade de transações implantadas pela Economia Digital, Economia da Internet ou Economia da Web [3].
Em segundos, podemos enviar um email para o outro lado do mundo, mas passamos horas esperando a emissão da segunda via do RG, ou a renovação de nossa CNH . Tal não faz sentido algum! É preciso otimizar a coleta de dados pessoais e acelerar sua verificação, além de modificar a forma de armazenamento e disponibilidade dessas informações, devolvendo a propriedade e posse dos dados relacionados à identidade civil aos indivíduos, efetivos proprietários de suas informações pessoais.
Isto é, há uma demanda urgente no mundo atual por uma identidade única, digital, soberana e universal que devolva às pessoas o poder de escolha sobre a disponibilização, ou não, deste ou daquele dado pessoal a terceiros, como mídias sociais e empresas cujo acesso a informações pessoais só deveria ocorrer mediante permissão dos cidadãos que, por sua vez, poderiam optar por interromper tal acesso a qualquer momento.
Apesar do desconhecimento de muitos, tal substituição do sistema tradicional de identidade analógica por um sistema de identificação universal e digital já é possível com a utilização da tecnologia blockchain que, apesar de se encontrar em estágio embrionário (semelhante àquele dos primeiros anos da internet) é utilizada com sucesso na Estônia cuja população, mais especificamente 97,9%, possui identidade única e digital [4].
Com um único registro via tecnologia blockchain, os indivíduos adquirem mais liberdade e controle direto sobre seus dados pessoais, podendo decidir o quanto, quando e a quem suas informações pessoais serão disponibilizadas. Dessa forma, a utilização de dados ficaria a cargo da liberação do próprio detentor da identidade, o qual poderia, inclusive, ser remunerado pela disponibilização de seus dados pessoais. Ainda, mantendo o controle da identidade com os cidadãos ficaria mais fácil a aplicação do “direito ao esquecimento”, em linha com as novas diretrizes da General Data Protection aprovada pela União Europeia, que será melhor explorada em artigo próprio.

Além disso, há uma melhora considerável na segurançacom o gerenciamento de identificação através do blockchain que, dada sua descentralização, dificulta a penetração de hackers no sistema de identidade, evitando eventual modificação maliciosa de informações da identidade por terceiros ou até a restrição da população aos próprios documentos de identificação, sobretudo o passaporte, como ocorrido em países sob regime ditatoriais ou em situação de guerra civil.
Aqui, importante desmistificar a crença equivocada de que um sistema de identidade universal colocaria em risco a privacidade. Tal afirmação é, na verdade, consequência do desconhecimento do estágio em que a tecnologia blockchain se encontra. Fato é que não há somente uma plataforma aberta, nem um único blockchain onde qualquer pessoa possa consultar ou modificar informações, ou alterar o sistema como um todo.
O que existe são vários tipos de blockchains, classificados como “aberto” ou “fechado”, dependendo de como eles abordam seu modelo de segurança e ameaças. Podendo ser, ainda, públicos ou privados [5], permissionados ou não permissionados, com diversas estruturas e regras de governança possíveis de serem implementadas nas diversas plataformas existentes, que permitem a utilização desta tecnologia para as mais variadas finalidades, com aplicação aos mais variados públicos.

Considerando o sigilo e segurança necessários à implementação e gestão de uma identidade única, digital, soberana e universal, tais requisitos somente seriam alcançados por meio de uma Distribuited Ledger Technology(DLT), podendo ser uma blockchain fechada ou aberta permissionada[6], na qual apenas usuários autorizados têm acesso a todos os dados, podendo incluir ou suprimir informações e, alterar a rede.
O debate é longo e certamente demandará uma regulação em âmbito internacional, para que a tecnologia blockchain possibilite a criação de um sistema de identificação único, digital e universal em benefício de toda a sociedade, realmente apto a evitar abusos por governos e empresas, e permitir que cidadãos exerçam o pleno poder sobre seus próprios dados pessoais.
Referencias Bibliográficas:
[1] Guzmán, Liana Douillet. In: Oxford Blockchain Programme: What are some key applications of blockchain technology, both in the financial services industry and beyond. University of Oxford, 2018.
[2] Por exemplo, dentre as obrigações impostas às instituições financeiras a fim de prevenir a utilização do sistema financeiro para a prática de lavagem de dinheiro, ressalta-se identificar, manter atualizados e conservar os dados dos clientes durante o período mínimo de cinco anos, contados a partir do primeiro dia do ano seguinte ao do encerramento das contas correntes ou das operações (Lei 9.613/98, artigo 10, § 2° e Circular BACEN 2.852/98, artigo 3°)
[3] “(…)um novo modelo de se fazer negócios que utiliza informação e tecnologia como facilitadores da comunicação, transfer~encia de dados e transações comerciais”. Revoredo, Tatiana. In: A digitalização da sociedade: economia da Web (impactos e reflexos na sociedade atual). Jota. 19/5/2017. Disponível em: . Último acesso em 5/4/2018.
[4] E-estonia.In: e-identity. Enterprise Estônia. Disponível em: . Último aceso em 03 de abril de 2018.
[5]Jayachandran, Praveen. In: Blockchain Explained — The difference between public and private blockchain. Publicado por IBM Blockchain Blog em May 31, 2017. Disponível em: . Último acesso em 03 de abril de 2018.
[6] Schrier, David. In: Oxford Blockchain Programme: Transforming enterprise business models”. University of Oxford. 2018.
这是宣布后的第一个月,奖励的利息将在本周发放。我们正在检查已经注册参与活动的钱包,钱包持有20,000 LEDU 币可获得0.25%利息。
但是,我们注意到很多钱包都是交易所钱包。根据 HODL 奖励计划的规则,交易所钱包的代币没有奖励。因此,我们提醒符合条件了 HODL 奖励计划但代币保存在交易所钱包的朋友把代币转移到私人的ERC20钱包,这样就可以参与下个月的奖励计划。
交易所钱包适合保存小额代币,但是保存大额代币风险很大,因为交易所容易受到黑客攻击。如果真的发生,交易所客服没法提供帮助,你的代币将会丢失。安全起见,我们鼓励在交易所钱包中持有代币的用户,无论是否参与HODL奖励计划,将代币转移到私人的ERC20地址。
官方媒体和社区
官网:https://tokensale.liveedu.tv/zh-hant/
中文电报群:
电报新闻频道:
英语电报群:
推特:
QQ群:587123513
微信群秘:
was originally published in on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.
Markets continued to rise with CM10 (6.3%)EOS/USD (40.9%) showed a huge gain, followed by NEO/USD (12%)- ,
Disclaimer: Cryptomover is not a licensed financial advisor. The information presented in this piece is an opinion, and is not purported to be fact. Cryptocurrency is a volatile virtual commodity and can move quickly in any direction. Cryptomover is not responsible for any loss incurred by following this advice.
Want to diversify your cryptocurrency portfolio? Visit our to learn more! Please also join our chat for daily updates!
was originally published in on Medium, where people are continuing the conversation by highlighting and responding to this story.
